Novo tumor coberto de osso identificado como benigno, evitando tratamento desnecessário do câncer

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Um tipo de tumor recentemente identificado, caracterizado por um exterior duro, semelhante a um osso, e um interior surpreendentemente benigno, foi oficialmente classificado, oferecendo alívio aos pacientes que, de outra forma, poderiam ser submetidos a um tratamento de cancro agressivo e desnecessário. A descoberta, detalhada em Patologia Moderna, fornece aos patologistas ferramentas críticas para distinguir este crescimento único dos sarcomas malignos, que partilham algumas semelhanças superficiais.

A aparência enganosa

O tumor apresenta-se inicialmente como uma massa dura, frequentemente encontrada nos membros, semelhante a tecido cancerígeno. Os pacientes frequentemente relatam ter descoberto esses crescimentos – alguns tão grandes quanto bolas de beisebol – indolores, mas alarmantes. Esta semelhança com o sarcoma, um cancro raro mas agressivo, responsável por cerca de 1% dos cancros em adultos, tem historicamente levado a diagnósticos errados e a tratamentos inadequados. A chave está na impressão digital genética única do tumor, que não se alinha com os indicadores conhecidos de câncer.

Anos de investigação

O patologista John Gross encontrou este caso incomum pela primeira vez em 2022, observando seu exterior ósseo e composição celular atípica. A massa não se enquadrava nas categorias estabelecidas, contendo queratina (uma proteína ligada a certos tipos de cancro), mas sem os marcadores genéticos normalmente associados à malignidade. Ao longo de três anos, o Dr. Gross rastreou 12 casos semelhantes em outras instituições, confirmando um padrão de crescimentos duros e indolores nos braços e pernas dos pacientes.

Avanço Genético

O ponto de viragem veio através de testes moleculares avançados. Ao analisar padrões de metilação genética e realizar sequenciamento abrangente de RNA, a equipe do Dr. Gross identificou uma fusão genética recorrente e até então desconhecida, presente na maioria dos casos. Esta “impressão digital” única, combinada com outras características distintas, forneceu a prova definitiva de uma nova categoria.

OSET: uma nova classificação

Os pesquisadores nomearam o tumor OSET (tumor ossificante fusiforme e epitelióide) com base em sua aparência e estrutura celular. A classificação permite diagnóstico e tratamento precisos: remoção cirúrgica sem necessidade de quimioterapia ou radiação. Nenhum paciente submetido à remoção cirúrgica apresentou recorrência do tumor.

“Um dos maiores problemas é o tratamento excessivo e a administração de quimioterapia ou radioterapia para algo que realmente é benigno.” – John Gross, Escola de Medicina Johns Hopkins

O foco agora é conscientizar médicos, pacientes e principalmente patologistas para garantir diagnósticos corretos. A descoberta sublinha a importância de uma análise genética precisa para evitar tratamentos desnecessários e potencialmente prejudiciais para o que é, em última análise, uma condição benigna.

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