O declínio da lâmpada incandescente: como o calor se tornou luz

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Você ainda pode comprá-las na loja da esquina, mas a lâmpada incandescente clássica é essencialmente um fóssil. Funciona segundo um princípio tão antigo quanto as máquinas a vapor: o calor.

Uma lâmpada elétrica incandescente nada mais é do que um filamento envolto em uma concha de vidro. Essa concha está vazia, o que os físicos chamam de vácuo, ou cheia de um gás inerte. Quando você liga o interruptor, uma corrente elétrica passa por esse filamento. Fica quente. Muito quente. E porque está quente, brilha.

Este mecanismo simples dominou o mundo da iluminação durante mais de um século. As primeiras versões práticas apareceram no final da década de 1870. Dois nomes dominam esta história: Joseph Swan e Thomas Alva Edison.

Eles trabalharam de forma independente. Ambos descobriram o conceito central. Mas Edison recebe o crédito. Por que? Porque ele não inventou apenas uma lâmpada. Ele inventou as linhas de energia e todo o sistema de distribuição necessário para tornar essas lâmpadas realmente úteis nas residências. Swan tinha uma ótima luz. Edison tinha um mercado.

Hoje sabemos que esse método é extremamente ineficiente. A maior parte da energia colocada em uma lâmpada incandescente não se transforma em luz. Torna-se calor. Você sente isso quando toca uma lâmpada que está acesa há dez minutos. Em contraste, as lâmpadas fluorescentes e as lâmpadas de descarga elétrica produzem luz com muito menos desperdício de energia. Eles são mais limpos. Eles são mais inteligentes.

Então, onde as lâmpadas incandescentes se enquadram no mundo moderno? Eles não desapareceram, mas foram empurrados para as margens. Nós os mantemos por causa de sua qualidade específica de luz. Eles estão quentes. Eles são familiares. Mas agora eles estão reservados principalmente para uso doméstico. Os espaços comerciais evoluíram.

Se você deseja uma versão mais eficiente dessa mesma tecnologia baseada em calor, você deve dar uma olhada na lâmpada halógena. É prima da lâmpada tradicional. Ele ainda usa um filamento. Ele ainda cria luz através do calor. Mas está encerrado em um envelope menor de quartzo com gás halogênio. Isso permite que ele aqueça mais e dure mais. É um pequeno ajuste com um grande impacto na longevidade.

A lâmpada incandescente continua sendo uma maravilha de simplicidade. Um fio. Um gás. Um brilho. Mas numa época obcecada pela eficiência, estamos a afastar-nos da iluminação que depende da queima de algo para ver no escuro.

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