As antigas ondas de calor da Terra

0
7

A Antártica não é apenas um freezer. É um arquivo. Enterrados sob quilômetros de gelo estão rochas, fósseis e vestígios microscópicos que contam uma história diferente. Não sobre o frio atual, mas sobre a época em que nosso planeta teve febre alta.

Os cientistas não precisam de uma bola de cristal para saber quão quente ela pode ficar. Eles têm o recibo.

Lendo as pedras

Fluxos de basalto. Mantos de gelo. Carbonatos de calcário. Estas não são apenas geologia bonita. Eles são pontos de dados. Quando você olha para o basalto formado a partir de erupções vulcânicas há milhões de anos, ou para a lava basáltica que uma vez cobriu a terra, você pode analisar sua química. Você pode encontrar assinaturas isotópicas. Estas assinaturas revelam a temperatura da atmosfera quando a rocha solidificou.

Ou pegue os combustíveis fósseis subterrâneos. Óleo. Gás natural. Carvão. Eles são história compactada. Plantas e bactérias do período Permiano, ou Cretáceo, morreram e apodreceram sob pressão por eras. Agora eles estão ali como densas reservas adjacentes ao basalto esperando para serem queimadas.

“Os processos do ciclo do carbono são naturais. Eles transformam moléculas. As plantas absorvem CO2. Os animais os comem. Eles morrem. A decomposição transforma carbono em metano. Comprimir isso ao longo de eras? Você obtém combustíveis fósseis.”

Queimá-los quebra esse ciclo. Acelera um processo que costumava levar milênios. De repente acontece em um século.

O efeito estufa não é novo

Ouvimos “aquecimento global” e pensamos em carros modernos. Poluição industrial. Essa é a crise atual. Sim. Mas a Terra já passou por coisas piores.

O período do Cretáceo vem à mente. 145 milhões de anos atrás, até 66. Um planeta ameno. Florestas perto dos pólos. Dinossauros vagando por toda parte. Então veio o meteorito. Um fim repentino para aquele mundo quente. Metade de todas as espécies extintas. Os sobreviventes evoluíram para pássaros.

Volte mais. A era do Permiano. 300 milhões para 250. A “Grande Morte”. A maior parte da vida marinha foi exterminada. A atividade vulcânica bombeou enormes quantidades de dióxido de carbono para a atmosfera. Gás que retém calor. Gás de efeito estufa. Ele prendeu o calor. O planeta cozinhou sozinho.

Como eles sabiam? Isótopos. Em conchas de carbonato de cálcio. Em crosta de basalto.

O efeito estufa não é uma teoria. É uma propriedade física. Gases como CO2 e metano absorvem calor. O metano é cerca de 80 vezes mais potente na retenção de calor do que o CO2 durante um curto período. Vem de zonas húmidas. De vacas. Da decomposição da biologia em condições anaeróbicas.

É o equivalente à bomba de hidrogênio? Não. É mais lento. Mas cumulativo.

Ciclos de feedback e eras glaciais

A Terra não é estável. Ele balança. As condições da era do gelo dominaram durante grande parte dos últimos milhões de anos. Os mantos de gelo se expandiram pela América do Norte e pela Europa. Quilômetros profundos de branco. Então eles recuaram.

Por que? Latitude muda. Ciclos orbitais. Forças alterando a inclinação. Ou poeira vulcânica.

Quando o gelo cobre os pólos, ele reflete a luz solar. Menos calor absorvido. Quando o gelo derreter…? O manto mais escuro da terra e do oceano absorve mais. Mecanismo de feedback. A água mais quente derrete mais gelo.

“À medida que o gelo do Ártico desaparece, menos energia é refletida. O planeta absorve mais radiação solar. Esse aquecimento provoca ainda mais derretimento.”

Mudança abrupta. Às vezes.

Estamos em um breve intervalo quente agora. Um mundo quente em relação à linha de base pré-industrial. Ou pelo menos indo em direção a um. A média temperatura global já mudou. Mas “média” é uma palavra complicada. Na ciência, significa a soma dividida pelo tamanho do grupo. No clima, esconde extremos locais. Um lugar congela enquanto outro assa.

A química da mudança

Vejamos os componentes. Produtos químicos são a base de tudo. Água (H2O). CO2. O2. Oxigênio alimenta a vida. Nós inalamos. As plantas exalam isso. Mas se você injetar muito carbono de volta no sistema? As dicas de equilíbrio.

O ciclo do carbono depende de sumidouros. Florestas. Oceanos. Mas os oceanos absorvem calor. E ácido. O ácido dissolve carbonatos. Os corais morrem. As conchas lutam. Estruturas de proteínas em organismos marinhos vacilam.

Mudanças na formação de minerais. Magma sob a crosta muda conforme as placas se movem. Mas a atividade humana contorna o lento relógio tectônico.

O que acontece a seguir?

Estamos escrevendo um novo capítulo na história geológica. Rápido. Sujo. Os riscos de extinção não são mais teóricos. Eles estão no campo. No topo das montanhas. Nos recifes de coral.

Podemos desacelerar?

Talvez. Ou talvez estejamos apenas testemunhando outra evolução no clima planetário. Não necessariamente mais adequado. Apenas adaptado ao caos que criamos.

O final do Cretáceo foi uma rocha vinda do espaço.

Nosso? É o escape dos últimos 150 anos.

Попередня статтяThwaites está perdendo seu escudo