Como a microgravidade cria cristais Hopper: a ciência por trás da imagem impressionante da NASA

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Olhe para aquela pirâmide. Ele enrola. Ele desce para seu próprio centro.

Parece uma renderização de computador de um filme de ficção científica. Não é um. É cloreto de potássio. Um sal comum. Do tipo que você pode polvilhar nas batatas fritas se estiver tentando reduzir o sódio. Mas esta versão? Esta versão é alienígena.

O astronauta da NASA Don Pettit compartilhou esta imagem em 18 de julho. Ela se tornou viral por um bom motivo. Isso desafia a intuição. Na Terra, as coisas se acalmam. A gravidade os puxa para baixo. Eles cederam. Eles quebram. Em órbita, essas regras desaparecem.

A física do ‘crescimento do funil’

Isto não é apenas um visual legal. É a física se reescrevendo.

Os cristais cresceram a bordo da Estação Espacial Internacional. Eles experimentaram a microgravidade. Essa é uma condição específica. Não é gravidade zero. Ainda há atração. É cerca de um milhão de vezes mais fraco do que sentimos no terreno. A professora Anne Wilson, da Butler University, explica isso de forma simples: quando a gravidade recua, outras forças assumem o controle.

Atração molecular. Polaridade. De repente, isso importa.

“[Outras] forças começam a se tornar muito mais pronunciadas do que as forças da gravidade.”

O cloreto de potássio normalmente forma cubos. Geometria simples. Mas a microgravidade muda a mecânica do crescimento. Os cristais não crescem uniformemente em suas faces. Eles crescem nas bordas. Os cantos.

O centro permanece oco.

Este padrão específico tem um nome. Crescimento do funil. Ele cria aquela aparência de pirâmide oca em degraus. Não é exclusivo do cloreto de potássio. O sal de cozinha comum também faz isso. Mas vendo isso? Vendo o elegante pergaminho do cristal conforme ele muda de direção? Isso é raro.

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Sejamos claros. Esta não é apenas uma imagem bonita para o feed científico.

Os defeitos são inimigos da fabricação de alta tecnologia. Semicondutores. Materiais avançados. Na Terra, a gravidade interfere. Cria imperfeições. Ele tira as estruturas do alinhamento.

No espaço, os cristais crescem com menos defeitos. Mais perto da estrutura “ideal”. Os pesquisadores estão observando. Eles querem saber como replicar essas formas perfeitas aqui atrás. Melhores fichas. Materiais mais fortes. Fabricação mais eficiente.

A visão desses “cristais funis” poderia refinar a forma como construímos o futuro. Literalmente.

Por que observar seus sais flutuando?

Wilson expressou melhor.

“Adoro ver vídeos de como as coisas se comportam no espaço”, disse ela. “Quem pensaria que algo tão simples como o cloreto de potássio ainda poderia ser super legal?”

Isso é.

Tomamos a gravidade como certa. Construímos todo o nosso mundo com base em coisas que caem. Quando você remove essa força, obtém formas inesperadas. Você ganha arte. Você obtém ciência.

A ISS orbita acima. Os cristais ainda estão crescendo. A imagem é estática. O processo não é.

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