William Wellman: The Wild Bill que definiu o filme de gângster

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Ele nasceu em um dia bissexto. 29 de fevereiro de 1896. Em Brookline, Massachusetts. Quando morreu em Los Angeles, em 9 de dezembro de 1975, William Wellman já havia reescrito as regras da violência em Hollywood.

Você não pode falar sobre O Inimigo Público sem falar sobre Wellman. Esse filme de 1931 não estrelou apenas James Cagney. Lançou uma tendência. Ele estabeleceu o modelo para o filme de gangster americano que os estúdios perseguiriam por décadas. O golpe de machadinha de Cagney não foi apenas uma façanha. Foi uma declaração.

Mas o nome dele antes disso? “Bill Selvagem.”

Não era um nome artístico. Foi uma descrição. Wellman foi um ás da aviação na Primeira Guerra Mundial. Ele abateu aviões inimigos. Então ele se tornou um piloto de dublês. Ele saltou das asas. Ele vivia no limite do controle. Ele trouxe a mesma precisão imprudente para a cadeira do diretor.

Sua estreia como voz de diretor veio com Wings. Lançado em 1927. Ganhou o primeiro Oscar de Melhor Filme. As sequências de combate aéreo não foram encenadas. Eles eram reais. Ele exigia realismo documental. Ele não queria atores fingindo voar. Ele queria a dureza do metal e da gasolina. O padrão que ele estabeleceu ainda parece pesado.

“Ele fez o clássico filme de combate aéreo Wings (1927, Oscar), estabelecendo padrões para o realismo documental.”

Antes de Wings torná-lo famoso, ele atuou em Knickerbocker Buckeroo (1919). Ele compartilhou a tela com Douglas Fairbanks. Mas atuar não pegou. A direção sim. Combinava com seu temperamento.

Veja O Incidente do Boi-Arco. 1942. Muitos críticos consideram-no o seu melhor trabalho. Não se trata de ação. É sobre justiça de fronteira no oeste americano. Ele examina a rapidez com que uma multidão se transforma em multidão. Com que rapidez a razão morre. O filme continua desconfortável. Ainda pousa.

Ele também não gostava de cores. Em Track of the Cat (1954), ele experimentou o uso mínimo de cores. A paleta parecia rígida. Quase como um filme noir. Ele tirou a cobertura de doce. Ele deixou o osso.

Sua filmografia parece um curso intensivo sobre a história do cinema americano. Nasce uma estrela (1937). O original. Nada Sagrado (1937). Uma sátira à histeria da mídia. Beau Geste (1939). Aventura na legião estrangeira. A história de GI Joe (1945). Realidade pós-guerra. O Alto e o Poderoso (1954). Desastre em altitude.

Por que ainda assistimos The Public Enemy?

Porque Cagney era elétrico. Porque Wellman não vacilou. Porque o filme trata a violência não como espetáculo, mas como consequência. É uma bagunça. É feio. É real.

Wellman morreu em Los Angeles. Ele deixou para trás uma obra que se recusava a ser educada. Ele não se importava com transições suaves. Ele se importou com o golpe. A batida. A verdade.

Existem diretores que lapidam. Há

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